Brad Pitt

13 11 2008

– Amor, fala a verdade você me acha bonito?

– Claro Rogério, se não achasse nem me casaria com você.

– Mas você acha quanto?

– Te acho lindo amor.

– Mas você me trairia?

– Que pergunta é essa Rogério? Tá em crise agora?

– Perguntar não ofende Juliana. Você me trairia?

– Nem se o Brad Pitt aparecesse pelado aqui na frente.

– Como assim Juliana?

– Nem se o Brad Pitt aparecesse pelado na nossa frente, eu trairia você.

– Mas por que o Brad Pitt?

– Porque o Brad Pitt é a Gisele Bündchen versão masculina Rogério.

– O que o Brad Pitt tem que eu não tenho Juliana?

– Olha Rogério, você está fazendo perguntas complicadas hoje. Já são duas horas da manhã, você não quer ir dormir?

– Não, perdi o sono. Agora quero saber qual a razão do Brad Pitt ser melhor do que eu.

– Eu não disse isso Rô. Eu não disse isso.

– Mas deu a entender Juliana.

– Olha Rô, quando era solteira e tinha 15 anos eu sonhava com o Brad Pitt, hoje eu sonho com você.

– E com ele também Juliana, afinal foi o primeiro nome que veio na sua cabeça.

– Só foi um exemplo Rogério, você está me irritando.

– Agora estou até com medo daquela sua viagem que você fez para Los Angeles com a sua mãe.

– Por que Rogério?

– Vai que você encontrou o Brad Pitt por lá. Você não se agüentaria.

– Hahahaha, Rogério. Você está ficando louco.

– Traído pelo Brad Pitt, eu não acredito, traído pelo Brad Pitt.

         – Você está começando a me ofender.

         – Eu tenho que sentir orgulho disso?

         – Disso o quê?

         – Dos meus chifres serem feitos pelo Brad Pitt. Afinal ele é um astro.

         – Chega Rogério. Vou pra sala.

         – Vai lá. Aposto que vai ligar no canal de filme e torcer para que esteja passando um com o Brad Pitt.

         – Você está louco Rogério. Vai esfriar essa sua cabeça vai.

 

Rogério foi esfriar a cabeça no banho e depois dormiu. E mal ele sabe o quão bem escondido está o telefone do John Kingston. Um figurante de terceira classe de Hollywood que encontrou Juliana em Los Angeles.

 

E ela não se agüentou.

 

No iPod toca: In Blue Hawaii – Brian Wilson

O tempo lá fora é de: sol pela tarde.

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Espaço JG Número 2 – Conversa de Lounge

3 10 2008

Hoje é sexta-feira, ou seja, dia de Espaço JG.

Aproveitem e tenham todos um ótimo final de semana.

 

Valeu!

Brandão – Muito Horrorshow

 

No iPod toca: É Proibido Fumar – Roberto Carlos

O tempo lá fora é de: Calor

 

CONVERSA DE LOUNGE

Por João Guilherme Pires

 

Estavam os 4 amigos num bar de clima intimista, decoração art-noveau e chope correto:
– E ontem? Vocês viram?
– De lavada hein! Vergonhoso!
– Relaxa, ano que vêm tem mais!
– Quero ver! Esse ano foi feio! Só bola fora!
– Melhor que vocês, nem lá chegaram!
– Por pouco!
– Não chegaram!
– Ano passado foi inteirinho nosso! Ganhamos tudo!
– Pois é, mas este ano…
– Este ano a imprensa até elogiou o elenco! Pena que na reta final…
– Pipocaram!
– Roubaram a gente!
– Sei!
– Todo mundo sabe!
– Enfim, morreram na praia.
– Também, com aquela camisa laranja.
– Quê que tem?!
– Coisa mais 70 meu! Alegrinha, fluorescente, já foi!
– Eu lembro quando o laranja estava no auge…
– Pô, isso foi há tanto tempo cara! Na época o Tufi Duek ainda era M.Officer. Aquela sim. Eu lembro daquele ano. Não tinha pra ninguém.
– Tufi Duek era uma farsa. Também só pipocava! Quando o dele tava na reta, já saía fora, foi assim na Triton, na Ellus, hoje nem sei onde ele tá.
– Na Hering.
– Só quer dinheiro! Ninguém tem mais amor ao collant. Quem der mais leva.
– É verdade. E quando chega a hora de representar o pais lá fora, é aquela palhaçada.
– Já não é a mesma coisa.
– Nunca esqueço da GAP de 1984: Dani, Fabi, Lívia e Nanda no Verão, Gigi, Jú e Carol na Primavera, a dupla Sandrinha e Vivi no Outono e, pra fechar, Roberta, Carlinha e mais uma loirinha, que vivia cheirando…
– A Fernandinha!
– Isso!
– Luxuosa!
– Um desbunde.
– Quem era o estilista mesmo?
– Não lembro. Mas lembro que, em 85…
De repente a conversa foi interrompida por ela, Glória Gaynor, diretamente de um aparelho celular:
– É o meu?
– Alô!
– Alôu!
– É o seu?
– Alôoo.
– É o meu gente.
– Alô, oi, certo…tá, calma, to saindo já, to com eles, é amor, com o pessoal: Marquinhos, Dudu e o Fê. Tá. Outro. Tchau.
– Patrão?
– Pois é, bom pessoal, tá na minha hora. Senão, lá em casa já viu né