Chama o Capitão Nascimento pra controlar a Pirataria!

2 10 2007

Nunca um filme, ou uma produção nacional, vazou de forma tão contundente e rápida como o recém-pirateado longa “Tropa de Elite”, de José Padilha e contando com Wagner “Assassino da Thaís” Moura e Milhem Cortaz no elenco.

Com estréia prevista para 12 de outubro nos cinemas tupiniquins, o filme espalhou-se pela Rede Mundial e pelos camelos de todo o nosso Brasil. E faltando, pasmem, mais de 4 semanas para a primeira exibição nas grandes telas.
Culpa de quem meu caro José Wilker?

Dizem que foi assegurado e confirmado que a Cópia Capitão Gancho foi feita na Produtora que estava inserindo as legendas em inglês para os nossos amigos Yankees. E tem até ator envolvido na clonagem proibida – aposto que foi para mostrar para a mãe.

E por incrível que pareça criançada, andando pelo centro de Sampa já é possível encontrar os “inéditos” Tropa de Elite 2, 3 e 4! Nem o Rambo conseguiria tal façanha em tão pouco tempo. Claro que são produções já feitas, que foram covardemente mascaradas e renomeadas.

Mas como esse blog não é policial, vou me concentrar em outra questão: até que ponto esse conto de fatos reais de pirataria escancarada prejudicou o filme? Irei além: a divulgação potencializada, dos casos de cópias ilícitas, ajudou na divulgação do “Tropa de Elite”? Sem as inúmeras noticias e chamadas em jornais, telejornais e portais, o filme conseguiria o mesmo resultado nos cinemas? É esperar pra ver.

Há quem diga, principalmente os jovens fanáticos pela gostosa Teoria da Conspiração, que o suposto caso de pirataria, foi obra elaborada pela equipe do próprio longa, buscando uma maior visibilidade da obra. Será? Acredito que não.

Porém, acho que sim, o filme foi extremamente beneficiado pela ocorrência policial. Agregando, é claro, o chororô dos policiais cariocas pedindo a proibição da veiculação da produção, alegando falsas caricaturas dos serviços prestados e realizados por tal sagrada e respeitada instituição. E também devido à estratégia coxa em realizar a estréia – escondida – do filme em um cineminha de bairro de Jundiaí, a fim de credenciar o longa à concorrência para o representante nacional do Oscar de 2008. Estratégia que não deu certo, afinal foi o excelente, “O ano em que meus pais saíram de férias” do criador do Castelo Ra-Tim-Bum, Cao Hamburguer, que faturou o caneco.

E eu e vocês, benditos leitores, teremos que esperar pelo lançamento mulambento, ou não, do “Tropa de Elite”. Iremos conferir de perto como se comporta o público de cinema: as salas irão lotar e surpreender seus produtores e distribuidores? Ou não, a maioria não agüentou, sofreu com a curiosidade e viu o filme antes da hora, gerando assim uma bilheteria abaixo do esperado.

Eu já vi. Mas digo o que a maioria diz: não fui eu que comprei, foi emprestado.
E só pra deixar um gostinho na boca: gostei bastante do que vi.
E para deixar o pessoal decepcionado: não irei ao cinema para vê-lo novamente.

Um beijo a todos,
Soldado “usuário da pirataria” Brandão.

No iPod toca: Good Vibrations – Beach Boys
O tempo lá fora é de:
solzinho gostoso.

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