A vida começa após às 23h: Devotos da Álvaro Alvim no Remelexo!

23 10 2007

SampaNoite

Por mais que a minha preguiça possa dizer o contrário, quero e teimo em acreditar que grandes momentos de nossa vida acontecem somente após a queda do sol, com a chegada do céu escuro. 

E ainda mais, para nós, aprendizes a músicos, sonhamos sempre com uma carreira promissora e vadia em bares e casas noturnas de nossa cidade. É quase utópico chegar a se sustentar pela noite, Bruna Surfistinha que o diga.  

Imaginem só: trabalhar com o que se gosta, tomando cerveja, dormir de tarde e o melhor de tudo, acordar de tarde sem ter que dar satisfação em um escritório gelado. Mas melhor do que isso, é tomar porte dessa rotina, mas conhecendo e aproveitando as noites de cidades, países e continentes diferentes. Bendito seja o U2.

 A noite ainda pode nos proporcionar momentos e personagens ilustres e únicos, são pessoas que só vivem a noite, personalidades que se tornam reais somente com a chegada das estrelas e fatos que se tornam expoentes somente no frio das 3 horas da manhã. 

Mas rodei e produzi este pequeno texto sonhador e introdutório para somente lhes dizer que minha banda, que já foi ilustrada a vocês em alguns posts abaixo, irá dar um pequeno passo rumo a essa carreira meteórica, milionária e poligâmica (Ai!) pela noite.   

Nessa quinta-feira, iremos inaugurar a era de samba-rock de uma famosa casa de forró aqui da Paulistânia Desvairada. Devotos da Álvaro Alvim irão expandir suas fronteiras e rumam firme e forte em busca da conquista do mundo. E não to falando em tom de brincadeira! 

Quando comecei a tocar lá pelos idos de 2000/2001, sempre sonhei em ganhar dinheiro com música. E acho que esse foi o primeiro grande passo dado para este sonho tornar-se realidade. Mas tem uma questão interessante nesse monetário processo, amigos leitores, que refere exatamente e particularmente às suas pessoas e bolsos recheados, afinal o dinheiro que irei ganhar nesta primeira aventura virá principalmente…de vocês! 

Afinal, quem mais iria convidar para presenciar 2h do melhor do Samba Rock da banda universitária mais bem falada dos últimos meses? Vocês é claro. 

Confiram abaixo o flyer bacanérrimo (é só clicar que ele fica maior) que preparamos para essa noite e já façam as suas programações para a madrugada de quinta-feira, vocês sabem, os rapazes dos Devotos da Álvaro Alvim merecem! 

E tem mais, não imagine que topamos tocar somente com o céu escuro. Pintando um churrasco, festinhas de crianças, bodas de papel ou casamento na praia, contratem os Devotos! Você não irá se arrepender. 

Nos vemos na quinta-feira,

Um beijo. 

Jorge BenJor.

Qualquer dúvida, entrar em contato pelo MSN: brandao_graz2@hotmail.com

 FlyerDevotos01

No iPod toca: Desaparecido – Manu Chao

O tempo lá fora é de: fechado e friozinho

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E agora Gregório? Móveis Coloniais de Acaju

19 10 2007

M

Desde o surgimento dos Los Hermanos em 1999, com o o seu Cd nominal, não enxergava e ouvia nenhum expoente do Rock/Pop nacional de qualidade. O Skank evoluiu bastante e hoje em dia possui ótimas composições e já são chamados como os Beatles tupiniquins, mas não sou muito fã dos mineiros. Já o Jota Quest possui pegada que poucas bandas possuem, com influencias de funk e soul bem interessantes, porém também não sou muito adepto destes outros mineiros.

Charlie Brown Jr, Detonautas, CPM 22, Dead Fish, Tihuana e etc, trouxeram aquele Rock’n’Roll e Hardcore juvenil e despreocupado, porém, para mim, só algumas canções se salvam. Prefiro nem citar e comentar a enxurrada de bandas EMO por aí e a nova queridinha da MTV, a Pitty. Ambos os estilos e sons não me agradam.

Mas no ano passado, me falaram de uma banda de Brasília que vinha causando alvoroço por aí, o Móveis Coloniais de Acaju. Nome sugestivo eu pensei, mas vocês leitores já devem pensar: de nomes grandes o Horrorshow gosta, vide Engenheiros do Hawaii.

De início não me interessei muito, andava meio desanimado com o cenário nacional, mas quando me falaram que os rapazes tinham influências de SKA, mudei a minha disposição e baixei seus dois discos ao chegar no conforto do lar: Um EP de 2001 e um disco oficial, de 2005 chamado “Idem”. E para a felicidade e surpresas de vocês moças e rapazes – ou não – eu gostei do que ouvi. Animação, letras inteligentes, toques de Ska, uma banda entrosada e um vocalista com uma voz que me agrada.

Ainda não tinha os assistido ao vivo e para sanar a minha curiosidade e ânsia de motivação, tive esta oportunidade através de um programa da Rede Globo, com artistas tocando covers do Raul Seixas, coincidência ou não, afinal o Móveis possui uma música que se chama: Raul. E fiquei mais satisfeito ainda, os meninos tem presença de palco, noção artística e demonstram um tesão por aquilo que fazem.

Baixei vídeos do YouTube e agora aguardo por um show deles em Sampa para assisti-los de perto. Sendo assim, deixo minha dica para vocês, onipresentes leitores, tentem conhecer o Móveis Coloniais de Acaju. Banda deveras interessante, prometendo uma longa e criativa carreira pelo nosso Brasil – assim espero e torço.

Atualização do dia 23/10: tive o prazer de comparecer ao show do Móveis neste último sábado em um festival de bandas de minha ex-faculdade, a ESPM. Só digo uma coisa: façam o mesmo, a experiência é única. 

A banda é composta por: André Gonzáles (voz), BC (guitarra), Beto Mejía (flauta transversal), Eduardo Borém (gaita cromática, escaleta e teclados), Esdras Nogueira (sax barítono), Fabio Pedroza (Baixo), Leonardo Bursztyn (guitarra), Paulo Rogério (sax tenor), Renato Rojas (bateria) e Xande Bursztyn (trombone).

O site é: www.moveiscoloniaisdeacaju.com.br e a banda disponibiliza todas as suas músicas para download! Aproveitem!

Até uma próxima meninos e meninas, um beijo a todos!

No iPod toca: Swing Hum e Meio – Móveis Coloniais de Acaju
O tempo lá fora é de: Garoa fina e tempo fechado.





Senhoras e senhores, meninos e meninas, com vocês: os Devotos da Álvaro Alvim.

18 10 2007

O Dr. Álvaro Alvim foi o médico pioneiro em radiologia no Brasil. Morto em 1928, o simpático pesquisador – que perdeu dois dedos das mãos devido aos Raios-X – formou seguidores e deu o nome a uma rua no bucólico bairro da Vila Mariana em São Paulo. Por coincidência do destino ou não, uma grande faculdade instalou-se no local, e não foi uma escola de medicina, e sim uma de Publicidade e Propaganda, a famigerada ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing. Instituição que ministra um curso que talvez o renomado doutor nem soubesse que iria existir.

E nesta mesma escola, no longínquo ano de 2007, 4 alunos aprendizes de publicitários homenagearam o velho Doutor com uma banda de Samba Rock. Ritmo que com certeza o camarada Álvaro Alvim nem pensava que iria existir. Porque cá entre nós, se o Vovô Alvim conhecesse o swing do Samba Rock, ele não seria médico radiologista e sim percussionista dos Originais do Samba.

Fato é que os 4 amigos tocavam diferentes instrumentos musicais e todos eles gostavam de cerveja. A união entre os fatos não foi difícil. O intuito inicial era tocar em alguns bares, tomar uma cerveja e fazer um pouco de música. Já agora… É, é exatamente isso. Sinônimo de diversão ilimitada. Somados aos 4 amigos correntes, temos agora um quinto, de essencial presença percussionística, com o perdão do neologismo. E assim é, um amálgama entre um baterista, um baixista, um guitarrista, um violonista e um percussionista. E muitas vozes.

Mas para colocar os exatos pingos nos “is”, os jovens universitários homenagearam o famoso médico somente no nome da banda: “Devotos da Álvaro Alvim”, e não em suas performances. Afinal, eles ainda não possuíam dinheiro e cacife suficiente para disponibilizar raios lasers e máquinas de Raio-X nas entradas dos seus shows.

Alguns menos avisados podem dizer que o falecido pesquisador está se contorcendo e se debatendo no túmulo localizado no Rio de Janeiro, mas não. Os Devotos da Álvaro Alvim têm certeza de que o Doutor está sacudindo o esqueleto – literalmente – no seu descanso eterno. Afinal, ao ouvir o Melhor do Samba Rock, é impossível ficar parado. E parafraseando os nossos vovôs: “Esse balanço gostoso levanta até defunto”.

No presente momento, os Devotos tocam concomitantemente (sim, todos tocam ao mesmo tempo) em territórios diversos. Vila Madalena, Vila Mariana, Largo da Batata, sítios, cidades do interior, e onde mais você quiser. No mais, é isso aí, música, cerveja e abraços. E tem mais, com produção de Jorge Ben Jor (a única mentira deste release. A produção está por cargo deles mesmos), os meninos dos Devotos estão preparando o seu primeiro LP/K7/CD, com canções que irão mostrar com quantas notas se faz um público dançar.

Um beijo a todos,
Devotos da Álvaro Alvim

João Vicente – Violão e Voz
Eduardo Barreto – Guitarra e Voz
Rodrigo Passeira – Baixo
Guilherme Carvalho – Percussão
Bruno Brandão – Bateria e Voz

No iPod toca: Wrapped Around Your Finger – The Police
O tempo lá fora é de:
fim de tarde agradável.





Chama o Capitão Nascimento pra controlar a Pirataria!

2 10 2007

Nunca um filme, ou uma produção nacional, vazou de forma tão contundente e rápida como o recém-pirateado longa “Tropa de Elite”, de José Padilha e contando com Wagner “Assassino da Thaís” Moura e Milhem Cortaz no elenco.

Com estréia prevista para 12 de outubro nos cinemas tupiniquins, o filme espalhou-se pela Rede Mundial e pelos camelos de todo o nosso Brasil. E faltando, pasmem, mais de 4 semanas para a primeira exibição nas grandes telas.
Culpa de quem meu caro José Wilker?

Dizem que foi assegurado e confirmado que a Cópia Capitão Gancho foi feita na Produtora que estava inserindo as legendas em inglês para os nossos amigos Yankees. E tem até ator envolvido na clonagem proibida – aposto que foi para mostrar para a mãe.

E por incrível que pareça criançada, andando pelo centro de Sampa já é possível encontrar os “inéditos” Tropa de Elite 2, 3 e 4! Nem o Rambo conseguiria tal façanha em tão pouco tempo. Claro que são produções já feitas, que foram covardemente mascaradas e renomeadas.

Mas como esse blog não é policial, vou me concentrar em outra questão: até que ponto esse conto de fatos reais de pirataria escancarada prejudicou o filme? Irei além: a divulgação potencializada, dos casos de cópias ilícitas, ajudou na divulgação do “Tropa de Elite”? Sem as inúmeras noticias e chamadas em jornais, telejornais e portais, o filme conseguiria o mesmo resultado nos cinemas? É esperar pra ver.

Há quem diga, principalmente os jovens fanáticos pela gostosa Teoria da Conspiração, que o suposto caso de pirataria, foi obra elaborada pela equipe do próprio longa, buscando uma maior visibilidade da obra. Será? Acredito que não.

Porém, acho que sim, o filme foi extremamente beneficiado pela ocorrência policial. Agregando, é claro, o chororô dos policiais cariocas pedindo a proibição da veiculação da produção, alegando falsas caricaturas dos serviços prestados e realizados por tal sagrada e respeitada instituição. E também devido à estratégia coxa em realizar a estréia – escondida – do filme em um cineminha de bairro de Jundiaí, a fim de credenciar o longa à concorrência para o representante nacional do Oscar de 2008. Estratégia que não deu certo, afinal foi o excelente, “O ano em que meus pais saíram de férias” do criador do Castelo Ra-Tim-Bum, Cao Hamburguer, que faturou o caneco.

E eu e vocês, benditos leitores, teremos que esperar pelo lançamento mulambento, ou não, do “Tropa de Elite”. Iremos conferir de perto como se comporta o público de cinema: as salas irão lotar e surpreender seus produtores e distribuidores? Ou não, a maioria não agüentou, sofreu com a curiosidade e viu o filme antes da hora, gerando assim uma bilheteria abaixo do esperado.

Eu já vi. Mas digo o que a maioria diz: não fui eu que comprei, foi emprestado.
E só pra deixar um gostinho na boca: gostei bastante do que vi.
E para deixar o pessoal decepcionado: não irei ao cinema para vê-lo novamente.

Um beijo a todos,
Soldado “usuário da pirataria” Brandão.

No iPod toca: Good Vibrations – Beach Boys
O tempo lá fora é de:
solzinho gostoso.